As vertentes cósmicas são pedaços do infinito, que estão espalhadas à espera de quem as encontre. Eis a beleza translúcida que encontras quando olhas com cuidado pras faces do riso que tens e dos que espelha. Repara, o riso é a janela da alma. Não os olhos, o riso. E em toda a estrada em que o riso se cruza, emergem escritas de inspirações milenáres. O bônus dado pela percepção, está em nós como o sopro matutino de quem acorda. Mas não tão simples, está sob a guarda de um véu alado, cuja chave está na dose exata de sensibilidade, cultivada em terra que é fertilizada sob a luz do sol. Ver o riso é generosidade do cosmo, que adorna o ser mutável, este que exala leveza de um ângulo belo e único.
Aquele que explica o que escreve, metafísico por natureza, não o faz por vaidade, mas por cuidado. E se todo o zelo é matéria de amor, liga o teu coração na voltagem máxima que tens em ti e vai. Lembra-te, quem sossega, encontra, e quem encontra, sossega.
Todo o riso é uma vertente. Cada riso, porém, é também um potencial remetente daquilo de que está cheio. Remeteras a genuína essência da cor púrpura: transmutação. Tens em ti matéria de sonho e de lucidez, ressoas na delicadeza e na força. Energias que se complementam, toda a força que não se compraz na delicadeza, não é duradoura. A recíproca contrária aqui, não é coincidência mera. Porque é de equilíbrio que se alimenta a claridade da existência.
E assim, quando puxa um riso o outro, ao outro, do outro, com o outro, a sintonia risonha canta o alvorecer que chega manso e afeito a tudo o que trouxer e levar da vertente à fonte da vida.
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