Um mar de muitos, de tantos e de todas de si que cabem na tua atual versão. O mar de Copa é um mar do velho e do novo, um mar que atravessa as dimensões e sintoniza o tempo na distância que há entre uma memória e outra. Outros tantos de nós que estamos e que vivemos assim como gostaríamos de ser.
No mar de Copa, o que é avesso atravessa o espelho da tua casa e te devolve ilesa às tempestades de setembro que chegam inconstantes e rasteiras. O mar de Copa te dissolve em sabedoria e champanhe. Afaga a tua mão aquecida de primavera e te despe num vestido laranja, colorido com o pôr do sol ao nascer do dia de outono.
A água que dissolve o gelo, congela o inutilizável e depois transmuta e faz descer a solidão a pé ladeira acima. E assim todas as formas de ver a janela da tua sala, são translúcidas, mas apesar de nem sempre cristalina, a água purifica e cura as eternidades de espera e silêncio.
A palavra tem um tempo, nós temos outro. Enrolamos o laço que só nós sabemos apertar. Ecoamos quem somos, quem és e de quem tens vindo. E assim, disfarce os laços que soltam antes do tempo chegar. Convidado de honra, ele vem a galope quando sua ausência é brindada com alegria.
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