Sabe, não
sei bem ao certo quando estou sentada
Sinto o flutuar das pernas com o pensamento de
outrora.
Não sei se a leveza do tecido torna-me frágil,
Ou se a superfície quente e submersa em energias,
Fazia inconstante e indeciso o pensar de uma
Senhora.
Que sempre fora como o gelo na água.
No tempo de sereias diabólicas e homens
temperamentais.
Rodam chaves
secretas de outrora, que ainda fazem do homem, perdido.
Enquanto
isso, lá fora,
O meu
encontro já virou cotidiano.
Esbaldando
da herança, criando caminhos para outrem
Ainda só,
não procuro companhia fiel.
Quero que os
encontros sejam casuais
Cruciais,
por certo.
Encontrar-nos
a nós é sempre a faísca do incêndio
O abandono
de desejos superficiais, na lábia quente de todos os mortais
Eis que aqui
jaz um morto!
Ainda que
ninguém abandone por completo
As podridões
do terreno frio.
Os vícios da
vaidade e da carência
Eis que aqui
jaz agora, um mortal que não se perde
Que se
encontra e que te resgata da escuridão.
Porque
daquelas sereias já alimentou luxúrias
Em tempos já
idos
E em
memórias bem postas.
Eis que em
extrema confusão decidida,
Na carta de
despedida dessa existência ele assina:
Inacabado!
A Senhora
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