O teu cheiro
é da decadência,
Homem
Daquela de
enlace no íntimo.
É deste
cheiro que imerge a podridão
É como o
peso do ouro que pesa no bolso e na alma.
Nada mais te
salva,
Nem mesmo a
tua desesperadora tentativa de contaminar-me
O teu cheiro
conduz embriagado qualquer ser à escravidão.
Não foste
nobre, tão pouco és agora.
Por que põe-te
ao vanglório da liberdade,
Se não
chegaste ainda perto do caminho da imensidão?
É de
mesquinho o teu feitio
Pequeno,
pela sobriedade que a tua escuridão te nega
Em todos os
sentidos que se pode aplicar a embriaguez do corpo e da alma.
Não ouse
pensar, sequer no último feixe de luz que te restar
Que por um instante
pudera eu tê-lo amado,
Sou herdeira
daquilo que está além da tua vã compreensão:
Dignidade
Sossega a
tua alma, acalma teu peito embaixo da árvore
Mas
abandona-me por completo
De ti não ei de querer sequer a certeza de que sempre estarás distante
Para que não
haja tempo da minha vaidade humana
Almejar o devaneio
teu.
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