Um lugar vocacionado para os encontros, um colorido cinza mas aceso. Escrever é desfolhar-se, piegas, mas um fato, dizem elas, as muitas de si que estavam adormecidas.
Não há restrição para as águas do mundo.
Tú que puedes, vuélvete, diz a canção. Vuélvete para allá, volta e meia é isso.
Distante, deslocado, suspirante, navegando pelas águas do mundo. E mais um amontoado de memórias escorre pelas mãos, atravessa o corpo e os corpos que não se encontram na atmosfera cíclica de vidas que passam e questionam o quanto de ti em ti está registrado em meio ao caos cotidiano. Distantes, desesperados descansam em terra firme a fim de não desafiar a tempestade. São só montanhas, mas são montanhas de mares, de rios e lagoas e por isso, tú que puedes, pero también tú que no puedes, vuélvete.
Tic-tac, o tempo também esvai no final da tarde de outono em que as folhas não caem em formato de coração. As folhas daqui contornam o chão em que não há ladrilhos, é o chão dos plátanos e dos ipês, é um chão molhado, úmido e fértil ao novo plantio.
Tú que puedes vuélvete, mas não acomoda os braços à mesa só para olhar a janela da rua. Vuélvete tu, não o tempo.
Não sei cantar, nem tocar piano, mas a palavra que salta aos olhos pula também do coração. Não há mais folhas, não aquelas com formas e cheiros que instigam o céu da praia em que o sol nunca se põe. Mas de cá percebe Gaia o cochichar de Cronos e Inti. Geniosos birrentos, motivados ao desafio, jogam dama e apostam naquele que cai primeiro.
Enquanto isso, cochicham. Sugerem campos e canções, sugerem que tú vuélvete, sugerem que tu desmonte. Gaia suspira, Juno convida-a para um chá e assim caem todos nas mesmas águas do mundo que jorram da afluente incansavelmente cristalina e rebelde.
Beleza das profundas águas... O sol de Junho anuncia meu renascer crescente nas profundidades originárias...
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