Uma soma de estrelas, uns tais descaminhos, portais que cintilam mesmo quando pareces estar sozinho. A nós, são apresentadas paredes inteiras de espelhos, num rumo de cacos que remonta a narrativa de quem somos e de onde viemos.
Amanheceu quentinho o dia, sem chamados para dimensões alheias de distopia. Ouço a correnteza de vento e caminho na tua direção pra chamar-te de novo ao feixe de luz que vem da calmaria. O dia anunciou outro novo dia. Outro além deste, outro que se reinicia, outro que antes apenas partia. Levo um pedaço do sol comigo, levas outro contigo, aquecemos os sons da vida e partimos. Aceitamos cada vinte quatro horas, cada vinte e quatro metros abaixo do nível do mar, aceitamos com a condição de ambos seguirem vivos. Seres atemporais, repetimos.
Nem toda a partida fala de ausência, mas toda ausência fala de retorno. Por ora, por necessidade de imersão ou por rebeldia. Recarrega e reflete a tua energia. Depois, costura a brecha e volta.
Não escrevo sobre partituras, nem partículas ou profecias. Confuso a fala como conduzes os teus dias, então regressa contigo e não empaca, vais estar sempre além do perigo. Atenta quando olhares ao longe, tens o sinal de que ainda firme sei ler o teu sexto sentido.
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