Quantas de nós libertas, ainda despertam acorrentadas pela censura do ar que já foi respirado por Elas.
Quantas de nós, Emmas, Iracemas, Isauras,
Gaia.
Bruxas que expelem veneno, quase cobras, serpentes
Evas, ou Héras.
A chave é o feminino, o cadeado também.
A culpa é da Capitu,
Culpa, é de que natureza ?
Traiçoeiras hienas, sempre espreitando os pobres leãozinhos.
Laila sobreviveu à Cidade do Sol nos anos de chumbo,
Olga Benário não.
As histórias só se cruzam quando se pode enxergar a teia, porque o comum entre elas e que eram, pois, Elas.
Vênus é a tirana, tão mais que Pomba Gira Cigana, será ?
Não brinca com isso guria, és de sintonia com a terra, cabe em ti todas Elas,
Quem és, senão Ela ?
A Tangerina, do Brilho Eterno
Não
A canela da Gabriela, talvez.
O oposto de Vênus , desconstruida e boba.
Menina
Mirtila
Mimosa
Maior
Meio solta,
Meio presa,
Muitas vezes enraizada
Mas sempre inquieta, curiosa
Marcada.
Maria é Ela
Ela é tu, sou eu,
são Elas e nós.
Mulher.
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