Quando o Gigante chorou
Seria uma incontestável desonestidade considerar o Athletico-PR um "Davi", no sentido do tamanho apenas. O Gigante da Beira-Rio foi derrubado por um furacão que entrou em campo estruturado, equilibrado e determinado pelo seu primeiro título de Copa do Brasil.
Vi o Inter ganhar os maiores títulos da nossa história vermelho e branca, Campeonato Mundial em 2006 contra o outro gigante, Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, e as Libertadores de 2006 e de 2010. Tempos em que a identidade do Gigante fazia dele não só grande, mas monstruoso, guerreiro, audacioso e capaz de fazer chorar de emoção a guria de dez anos que estava no princípio do despertar do seu grande amor.
Amar o Gigante é lidar com a perda do eterno Fernandão que foi nosso ícone, carregar na história o D'Alessandro que é o próprio símbolo de que "tamanho não é documento" e pertencer a nação campeã de todos os títulos possíveis a um clube de futebol brasileiro.
Mas amar o Gigante é lembrar também do fiasco contra o Mazembe em 2010, do GreNal de 5x0 em 2015 e de hoje, na derrota pro Atlético, de mais um "quase" em mais uma conquista adiada.
Rafael Sóbis, não só veste a camisa, seu papel em campo (e fora dele) faz dele um componente essencial da identidade Colorada. Talvez este seja um peso ainda maior quando o guri de Erechim lembrar que não pôde ser o nome do gol que consagraria o Colorado no celeiro dos Ases, pelo contrário, foi o guri posto pra dançar na jogada talentosa de Marcelo Cirino pelo lado esquerdo, deixando Rony livre para matar o jogo e derrubar definitivamente o Gigante da Beira-Rio.
Diferente do Golias, não ficamos cegos, mas choramos ao cair e colocar mais um time grande na história dos gigantes.
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