Das faces que habito, numa circunstância breve, já quis ser a tua.
Na permanência exata da rosa que és
Rosa, não A girassol que busco ser.
A rosa em nuances de preto, aquela que também acompanha o teu sol, rosa dos ventos sul em que fazes morada nos dias que pra ti parecem sempre ensolarados.
És quase o próprio sol na tua alegria, daí que o girassol faria muito bem as vezes da rosa que tens e do sol que és.
Não é preciso que digas-me nalguma circunstância futura, que a luz do mundo é mais forte, eu pude encontrá-la depois do desencontro que quiseste em nós.
A rosa nem sempre está disposta, canciona com o cravo - diz-me - mas também com a margarida e com os girassóis.
Eu escolho o girassol porque é o clichê que falta na autenticidade, aquela que insisto em venerar, bem sabes. A Girassol, ela, mergulhou inconsolável no infinito daqueles dias do agosto (a teu gosto), questionamos a persona que és e a que aparentas ser, entendemos que o infinito era inevitável mas que o efêmero também, qual a beleza que consiste no Tempo e em nossas flores para enfim receber o setembro que chega amarelo
Que chega sendo o favorito das flores e o escolhido teu.
Procuro na luz, ser o eclipse que prefere o girassol, quando Eu gosto mesmo é de rosas, porque "do que eu gosto é de rosas, de rosas, de rosas
Nenhum comentário:
Postar um comentário