A importância do homem greNal chegou aos 11 anos. Um homem grenal que também é o homem sul-americano, somado vale por dois e em muitas partidas valeu pelos onze.
Mas isso de pertencer à história do clube é para poucos, é preciso alguns elementos essenciais que tornam o jogador comum, num semideus da bola. Um jogador comum passa por vários clubes, faz seu papel em campo e vai se adaptando ao que lhe é exigido ao longo (ou curto) de sua carreira. Para ser a identificação do clube, porém, é questão que compete àquele que se dispõe a assim sê-lo, sujeitos que vestem a camisa pelas veias e não pelos braços. Foi assim, que para entrar pela porta estreita, D'Alessandro usou o gatilho do "LA boba" ainda que o adversário pesasse mais de 80kg e superasse em muito os seus 1,74cm de altura. Soube levantar a cabeça para olhar o jogo contra o Chivas na final da libertadores de 2010 e ser o garçom que Giuliano e Alecsandro precisavam para trazer o caneco ao Beira Rio pela segunda vez.
O hermano atrevido honrou a camisa colorada como poucos, chegou a Porto Alegre com cara de guri e futebol de gigante, subiu no salto pra entrar de sola quando foi preciso ser guerreiro nos 90 minutos e logo estava agarrado ao chimarrão da gauchada, vermelho no sangue, no coração e na camisa 10 que conquistou como poucos na história do colorado dos pampas.
D'Ale é Inter e Inter é o nosso sangue que vibra em vermelho e branco toda vez que ele põe o pé em campo.
Do Celeiro de Ases para a história, gratidão ao argentino mais gaúcho que já pisou no Gigante da Beira Rio.
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