Desportar para aportar.
Penso nas voltas que a roda precisa dar para deixarmos de teimar no desequilíbrio que nos favorece. O equilíbrio aparente que torna confortável e cômodo o enjoo do cima que vira baixo no pôr do sol.
Quando se vê, disse Quintana, em conflito com Saturno por ter sido tão cruel. Ora, se a culpa não é do tempo, a interferência dele não deveria ser insinuosa em tamanha proporção.
Nesse embalo, encontrasse eu o Mário, lhe diria que também sou dessas, que todos somos, mas que ele também o é.
Encontrasse, tivesse, buscasse... Quantos verbos mais no pretérito imperfeito é preciso que tenhamos na lábia para justificar o temor ao tempo ? Infelizmente, não é no discurso que vem a resposta, mas no vai e vem do relógio. Lá e De Volta outra Vez, as madrugadas são pra isso nos dias em que nem o silêncio é tão mudo quanto nós.
Escolher ficar é puramente uma questão de motivo, não de planos, não de outorgadas ideias de um futuro já ido. Ficas aonde os teus pés te levam e o teu coração te traz de volta. Num movimento cíclico ou indirecionado, sempre no rumo do teu próprio coração. Qual a liberdade que tens, qual a roda viva que queres
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