Os tantos interesses temporários que temos são tão ou mais subjetivos que o silêncio da conquista.
Tardar a alegria é bater na própria cara e esperar de si mesmo o consolo. Mas nem só de tolices vibra o coração do homem, que também se satisfaz na parcialidade das sensações. Afinal, intimída-se com tudo o que é intenso, porque isso lhe transbordaria a rasa superfície de coragem que tem.
Mas ai de ti que subverte o óbvio, advertem-lhe as convenções e novamente cai no embalo dos contos de poder que tanto repeles nos teus garganteios.
O discurso daquele que domina sempre encanta o dominado e assim constroi-se a teia, delicada e ironicamente tecida pelas moiras.
Mais uma vez segue a roda, não para o tempo nem as vontades, nem as covardias, nem as vaidades. Paras tu, estagnado no teu embalo de veneno e nostalgia serena.
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